Caixa Reduz Financiamento

Caixa reduz financiamento de imóvel usado

CEF REDUZ EMPRÉSTIMOS

A Caixa Econômica Federal, que detém 70% do mercado de financiamento imobiliário no País, reduziu de 80% para 50% o porcentual máximo financiável para imóveis usados, avaliados em até R$ 750 mil, com recursos da poupança. No caso dos imóveis de valor superior a R$ 750.000,00, que não utilizam dinheiro da poupança, o tombo foi maior: de 70% para 40%, pelo sistema SAC.

BOM PARA OS BANCOS PRIVADOS

Com a decisão da Caixa Econômica Federal de reduzir substancialmente a parte financiável dos imóveis usados para venda, a maioria dos grandes bancos particulares passou a oferecer empréstimos imobiliários para esse segmento, mantendo – e até aumentando – a quota diminuída pela CEF. Apesar dos prazos oferecidos continuarem longos, os juros aumentaram.

E ÓTIMO PARA OS CONSÓRCIOS

As restrições impostas pela CEF aos financiamentos de imóveis usados, tornaram os consórcios uma boa alternativa para os compradores. Nessa modalidade, não existem juros e os consorciados também podem utilizar seu FGTS para ofertar lance ou complementar crédito, amortizar ou liquidar saldo devedor e reduzir prestações. O cuidado é com a taxa de administração.

BB SAI NA FRENTE

Imediatamente após o comunicado da Caixa, o Banco do Brasil entrou forte no mercado de financiamento imobiliário, oferecendo a todos os clientes a chance de mutuar até 80% do valor do imóvel novo ou usado, pelo sistema SAC, no prazo de 360 meses (linhas SFI, SFH e CH). Para os clientes perfil Estilo, o prazo pode chegar a 420 meses, mas com o percentual máximo de 60%.

IMÓVEIS NOVOS COMEMORAM

Enquanto os proprietários de imóveis usados lastimam as medidas anunciadas pela Caixa, as construtoras e incorporadoras estão comemorando. Isso porque os imóveis novos não foram atingidos pelas restrições impostas pela CEF aos financiamentos, o que deixa esse mercado mais competitivo. Aliás, a própria instituição financeira disse que seu foco, em 2015, serão os imóveis novos.

BAIXA RENDA É FAVORECIDA

Os imóveis populares não foram prejudicados com as novas medidas adotadas pela Caixa Econômica Federal. As unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida continuam sendo prioridade para a CEF, e não ocorrerão mudanças nos financiamentos com recursos oriundos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, destinados às famílias de baixa renda. Nem os usados serão afetados.

CEF É RESPONSABILIZADA NO PAR

O Superior Tribunal de Justiça, confirmando decisões das instâncias inferiores, condenou a Caixa Econômica Federal a indenizar os adquirentes de imóveis construídos com recursos do Programa de Arrendamento Residencial, que apresentam problemas construtivos. Para a Justiça, a CEF foi negligente na fiscalização das obras e, portanto, está obrigada a mandar fazer as reformas necessárias ou a devolver todo o dinheiro pago pelo comprador, na hipótese deste pretender a resolução contratual.

ATRÁS DOS CORRETORES

A Receita Federal resolveu “investir” no mercado imobiliário, lançando uma operação de combate à sonegação, inicialmente restrita a São Paulo. A chamada “Operação 6%” pretende apurar se todas as comissões recebidas pelos corretores foram informadas ao Imposto de Renda, já que muitos tem situação financeira e patrimonial incompatível com os valores declarados.

Fonte: CARLOS ALCEU MACHADO (www.cam.adv.br)
Published On: maio 2nd, 2015Categories: Mercado ImobiliárioTags: , , , ,

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Sobre o Autor : JRuiz Admin

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