Peruíbe – uma coisa puxa a outra
Peruíbe, localizada no Litoral Sul de São Paulo, indo para os lados da fronteira com o Paraná, sempre foi uma praia, digamos, “bonitinha”. Lá tem a Juréia, que é uma das mais importantes reservas de Mata Atlântica do Brasil, e as águas mais limpas de todo o litoral paulista, mas os turistas só encaram os quase 200 Km que separam Peruíbe de São Paulo uns 30 dias por ano, quando a coisa “ferve” na pequena cidade, a ponto de faltar água ou alimentos e até colapsar o sistema de esgoto. No resto do ano, entretanto, Peruíbe retoma o ar pacato de cidade do interior (muito gostoso por sinal).
Eternamente pacato? Bem, a Petrobras tem feito importantes descobertas na Bacia de Santos, sendo a mais proeminente delas o Campo de Tupi, cujas reservas estimadas são de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo de qualidade e gás natural, o maior descoberto no Brasil e que pode aumentar as reservas da companhia de 40% a 60%. A exploração de gás natural e petróleo na Bacia de Santos, que compreende as águas ao sul do Rio de Janeiro (Cabo Frio), passando pela costa de São Paulo e do Paraná e pela parte norte do litoral de Santa Catarina até Florianópolis, incluindo assim, a cidade de Peruíbe, que está em um ponto estratégico deste projeto, irá gerar milhões de reais em royalties – espécie de compensação financeira ao município pelo uso do solo e da estrutura da cidade – pela exploração do produto.
As coisas estão começando a acontecer em Peruíbe. Além da perspectiva de royalties a região começa a se preparar para receber de braços abertos a gigante estatal e toda uma gama de empresas que vêm à reboque, promovendo uma série de investimentos em infraestrutura. Seja por aproveitar a oportunidade, seja para cumprir exigências, ainda que não formais, da Petrobras.
Atualmente, uma das obras que chama a atenção na cidade (não necessariamente ligada aos projetos da Petrobras) é a de saneamento básico promovida pela SABESP. Coisa grande. No total, serão colocados 298 mil metros de redes coletoras, coletores tronco e interceptores assentados, 27.500 novas ligações domiciliares de esgotos e 18 estações elevatórias. A meta é que até 2012 o município esteja com 95% de seu esgoto sendo coletado e tratado.
O otimismo é incrementado pela perspectiva da construção de um dos mais modernos portos do Brasil: o Porto Brasil.
Suas obras envolverão cerca de R$ 5 bilhões, numa planta de 53 milhões de metros quadrados, para movimentar no futuro até 50 milhões de toneladas anuais, entre contêineres, carga geral, fertilizantes, grãos, minério-de-ferro e etanol. O “Porto Brasil”, vai gerar 10 mil empregos diretos, segundo o empresário do Grupo EBX, Eike Batista. Seu sócio, da LLX, Ricardo Antunes, diz que a oferta de empregos indiretos é espantosa: “para cada emprego indireto criado, entre três e quatro postos serão gerados indiretamente”. O assunto é controverso.
Há quem diga que todo esse papo não passa de marola: O projeto é megalomaníaco e enfrentará sérias barreiras ambientais. “Registramos nossa discordância, quanto ao empreendimento, ainda virtual, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, que planeja a construção de um porto em Peruíbe ao lado da Juréia e do Parque da Serra do Mar, nas proximidades da Rodovia Padre Manoel da Nobrega”. Assinam o pleito encaminhado ao governo do estado dezenas de grupos ligados à proteção ambiental. À despeito dessa posição, quase 90% da população de Peruíbe avalia o projeto como positivo. É esperar para ver.
De qualquer forma, se houvessem agências classificadoras de risco para investimentos imobiliários, Peruíbe estaria certamente bem cotada. O mercado, ainda pequeno, pode ser uma mina de ouro para investidores que sempre sentem o cheiro de oportunidades como esta. Apartamentos de 3 quartos podem facilmente ser encontrados a R$ 1.000/M2. Casas são mais baratas ainda: até R$ 700/M2. A tendência é a de que esses imóveis sofram valorização em breve.
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