Índice de Rentabilidade para o Setor Imobiliário
A BM&FBOVESPA e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) lançaram sexta-feira, 11/02, o primeiro indicador de rentabilidade do setor imobiliário brasileiro: o Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial. O IGMI-C foi desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), com patrocínio e colaboração de 26 entidades, representando empresas dos setores financeiro e imobiliário e fundos de pensão.
O objetivo do novo indicador é tornar-se uma referência de rentabilidade de imóveis comerciais – escritórios, hotéis, shoppings e outros -, contribuindo para que os investidores tenham maior transparência em relação à formação dos preços de compra, venda e locação.
O evento contou com a presença do diretor executivo de Desenvolvimento e Fomento de Negócios da BM&FBOVESPA, José Antonio Gragnani; do presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza Mendonça; do presidente do conselho do IGMI-C e diretor de Desenvolvimento e Relações com Institucionais da BM&FBOVESPA, Emilio Otranto; e do diretor do Ibre/FGV, Luiz Guilherme Schymura de Oliveira. Na ocasião, o pesquisador do Ibre/FGV, Paulo Picchetti, apresentou palestra técnica sobre o desenvolvimento do índice.
Sobre o IGMI-C – O novo indicador é calculado com base em informações fornecidas por um grupo de participantes envolvendo investidores institucionais e empresas ligadas ao setor imobiliário, tais como entidades de classe, consultores, administradores e gestores de carteiras imobiliárias, incorporadores e outros. A série histórica desta divulgação vai de 2000 ao final de 2010. No último trimestre de 2010, a amostra contou com 190 imóveis individuais, divididos entre escritórios comerciais, shopping-centers, estabelecimentos comerciais, hotéis, imóveis industriais e de logística, e outros.
As maiores concentrações estão em escritórios comerciais (cerca de 50% do total) e shopping-centers (cerca de 25% do total). Do ponto de vista regional, todos os estados do país estão representados, mas as maiores concentrações estão em São Paulo (cerca de 37% do total) e Rio de janeiro (cerca de 26% do total).
O IGMI-C está aberto para novos participantes e, com isso, acredita-se que a quantidade e qualidade de informações deverão crescer ao longo do tempo. Com base em um fluxo contínuo de informações mensais dos participantes, o IGMI-C será calculado e divulgado trimestralmente. A próxima divulgação será relativa às informações do primeiro trimestre de 2011. O apoio da BM&FBOVESPA ao índice é mais uma iniciativa a favor do desenvolvimento do mercado imobiliário e de capitais. O convênio da Bolsa com a ARISP (Associação dos Registradores de Imóveis do Estado de São Paulo), no ano passado, e a criação da Câmara Consultiva do Mercado Imobiliário, em 2009, são outros exemplos que sintetizam a visão da Bolsa.
O retorno de investimentos em imóveis comerciais no Brasil foi de 33,5 por cento no ano passado, o maior desde 2000, de acordo com novo índice da BM&FBovespa e FGV. O indicador atesta a demanda aquecida por shopping centers, hotéis e escritórios diante do crescimento vigoroso da economia em 2010.
“Ainda não temos perspectiva (de bolha) no mercado de imóveis comerciais”, disse o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, Paulo Pichetti, embora tenha reconhecido “valorização bastante grande” recentemente.
Muito bom, excelente post. E este índice, irá ajudar muito na negociação de uma sala comercial.
Tenho um imóvel na Zona Leste que fica à 4KM do futuro estádio do Corinthians. Hoje este imóvel está avaliado em R$ 330.000,00. Tem como mensurar quanto valerá em 2014 esse imóvel?