Empresas investem em novas tecnologias para atrair clientes
Realidade aumentada em 3D, twitter e sites são alguns dos recursos em que as imobiliárias têm investido.
Não é novidade que o mercado imobiliário brasileiro atravessa uma fase de aquecimento depois da crise internacional. Programas do Governo Federal que facilitam o financiamento, juros baixos e renda estável têm sido os aliados dos consumidores que pretendem adquirir imóveis. Pensando nessa demanda, o mercado tem investido em novas tecnologias para atender as necessidades desses consumidores.
Um dos exemplos é a imobiliária e construtora Coelho da Fonseca, que passou por uma “reestruturação digital” recentemente – modernizou o site para facilitar a navegação e busca por imóveis e criou um mobile site por meio do qual o cliente pode ter acesso ao conteúdo eletrônico da empresa em formato para o celular. “Esse é o início de uma ampla estratégia de relacionamento com os nossos diferentes públicos”, diz Alvaro Coelho da Fonseca, presidente da empresa. Outra novidade é a adesão às redes sociais, a começar pelo Twitter. “O fomento das ferramentas comunicacionais faz parte do plano anual de expansão da empresa”, completa o presidente.
O investimento tem uma justificativa. “Embora os anúncios em jornais ainda sejam a mídia tradicional no setor, grande parte da pesquisa de imóveis, feitas por potenciais compradores, acontece por meio da internet”, diz Allan Fonseca, diretor de Canais da empresa. No ano passado, 30% dos imóveis comercializados na capital paulista tiveram a venda originada por meio de interação no site da Coelho da Fonseca. Em 2010, esse volume tende a crescer ainda mais.
PROGRAMA EM 3D
Já a Brookfield Unidade Centro Oeste, da qual faz parte o Distrito Federal, o 2º maior mercado imobiliário do país, foi um pouco mais longe e lançou um programa de realidade aumentada para facilitar o trabalho do corretor. Trata-se de um aplicativo em 3D para computador que funciona como uma “maquete de bolso”. Assim, o cliente pode visualizar o empreendimento em três dimensões, sem a necessidade de estar conectado à internet, pois o aplicativo é levado em um pendrive.
“Essa ferramenta facilita imensamente o trabalho do corretor de imóveis que vai até os clientes”, diz o arquiteto André Bergholz, diretor da Espaço Virtual. A ideia também facilita a vida do corretor ou consultor de vendas, que não precisa leva consigo uma quantidade enorme de folders, pastas, folhetos e plantas.
ENTREVISTA
Com André Bergholz, diretor e porta voz da Espaço Virtual, empresa responsável pelo desenvolvimento do aplicativo de realidade aumentada utilizada pela Brookfield Unidade Centro Oeste, de Brasília.
Como surgiu a ideia de utilizar realidade aumentada para vender imóveis?
Um corretor em um estande tem maquete, apartamento modelo e ambiente propício para a venda, já que o cliente já foi até lá. Mas, fora do stand, o corretor fica sem esses recursos. Com este programa de realidade aumentada no pendrive ou em um CD, ele pode levar até o cliente e mostram em 3D o imóvel. É um instrumento poderoso para os corretores que estão nas ruas.
Como tem sido a aceitação das pessoas?
A realidade aumentada é a tecnologia “bola da vez”. O mundo real é em 3D, e esta tecnologia é a ferramenta perfeita para “imitar” o mundo real, de um modo palpável. Conseguimos levar a maquete mais longe do que era possível, e assim é mais fácil obter a atenção das pessoas.
Vocês já puderam contabilizar aumento de vendas depois de começar a utilizar essa tecnologia?
O Fabrício Garzon, sócio-proprietário da MGarzon, foi a primeira pessoa que apoiou a utilização dessa tecnologia para o mercado imobiliário. Ele fez uma feira sem maquete, só utilizando realidade aumentada e vendeu mais de 80 imóveis.
Fonte: http://blog.primeiramao.com.br/index.php/2010/06/21