Crescem as queixas contra construtoras
Crescem as queixas contra construtoras
De acordo com levantamentos dos órgãos de defesa do consumidor, o número de reclamações apresentadas contra construtoras no primeiro semestre de 2012 superou em 40% a quantidade de queixas formuladas no mesmo período de 2011 – e a tendência é de crescimento. Em todo o País, os maiores protestos estão relacionados com atraso na entrega das obras, defeitos construtivos e atualização incorreta dos saldos devedores.
Média de 24 apartamento por hora são colocados à venda
Pesquisa realizada pela Lopes mostra que, a cada hora, 24 apartamentos, salas ou quartos de hotel são colocados à venda no Brasil. As cidades com mais ofertas são, pela ordem, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Distrito Federal, Belo Horizonte e Curitiba. Por outro lado, segundo a mesma fonte, aproximadamente 19 milhões de brasileiros deverão sair em busca de casa própria nos próximos dois anos.
Preferência por compactos
Como os preços não caíram como se esperava, os compradores começam a se adequar à realidade. Em São Paulo, capital, mais da metade das unidades negociadas no primeiro semestre tinham menos de 50 m² de área privativa. Na outra ponta, apartamentos e casas de 4 dormitórios tiveram suas vendas reduzidas em 30%. Pelo mesmo dinheiro, menos metros quadrados.
Quitinete e 2 quartos são os preferidos
Na onda da compactação, estão os apartamentos do tipo quitinete e os de um e dois dormitórios, cuja procura é capitaneada por pessoas que vivem sozinhas e por casais com no máximo um filho. A maioria ascendeu à classe média recentemente e seu sonho de consumo é morar em condomínios situados em bairros charmosos e dotados de alguma infraestrutura de lazer.
Subiu preço dos imóveis usados
O mercado dos usados aparenta continuar em crescimento. Segundo pesquisa realizada pelo Creci-SP, o valor médio desses imóveis quase dobrou em São Paulo, na comparação dos primeiros semestres de 2011 e 2012. Os que mais aumentaram foram os imóveis com acabamentos simples e com idade superior a oito anos. A alta, contudo, foi generalizada, conforme o mesmo levantamento.
Fiscalização da obra é direito do consumidor
Como a maioria dos problemas hoje denunciados pelos consumidores poderiam ter sido evitados, a ordem agora é prevenir. Uma lei de 1.964 autoriza os adquirentes de unidades autônomas a formarem uma comissão de representantes para fiscalizar o andamento de uma construção, a qualidade dos materiais e da mão de obra e seu cronograma físico-financeiro, de forma que eventuais problemas possam ser detectados no devido tempo.
Explosão da oferta
O expressivo volume de imóveis disponibilizados a partir de 2009, conjugado com a retração do consumo, sentida nos últimos meses, levou muita gente a pensar na formação de uma bolha imobiliária por excesso de oferta. Não é o caso. Eventual sobra de imóveis não significará perigo para o mercado, mas apenas para incorporadoras não capitalizadas; nessa hipótese, caberá somente ao consumidor adotar os cuidados necessários para não adquirir gato por lebre.
Volume de Crédito Imobiliário segue estável
Na outra ponta, o volume de crédito e as taxas de juros postos à disposição dos consumidores é insuficiente para a formação de uma bolha de demanda, caracterizada pela facilidade das pessoas comprarem imóveis além das suas posses, até para especulação. No Brasil, a liberação dos financiamentos habitacionais ainda segue bons padrões e as taxas de juros não são convidativas, exceção feita aos mútuos destinados apenas à baixa renda.
Maioria dos negócios imobiliários começa na internet
Outra pesquisa que vem confirmar o que já se sabe: o meio digital é o mais usado pelos interessados na compra ou locação de imóveis. De acordo com levantamento efetuado pela Brookfield Incorporações durante um ano, 48% das pessoas começam as buscas na internet (a maioria pelo Google), contra 8% em jornais, 4% em revistas e 2% via televisão. Em segundo lugar, com 29%, apareceram corretores e imobiliárias.