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marcossilva007
Mestre9 de março de 2009 às 20:02Número de postagens: 1735[justify]Em muito se tem falado aqui neste fórum sobre o “PF”. E se tem esquecido de falar sobre o outro lado da moeda. O que leva um cidadão, corretor de imóveis a cometer tal prática chamado por alguns como “delito” ?Já conversei com vários colegas nossos que já cometeram tal prática, e todos eles não fazem questão nenhuma de ficarem ocultos no anonimato, pelo contrario, até se orgulham por terem feito PF’s.
Contando parece até ser uma piada, mas não é, e sério, porque por traz dos “Peefeiros” existem as Empresas que se dizem “EMPRESAS” , os Empresários que se dizem “EMPRESÁRIOS” e por aí vai, gerente, diretor, etc…
Todos acham que o “Peefeiro” é um mau caráter, safado, vagabundo, ladrão, F.P., etc., mas ninguém diz o mesmo das EMPRESAS e seus EMPRESÁRIOS. A calhordice, não está com o corretor que fez PF, podem ter certeza, a maioria destes que se dizem empresários são os verdadeiros calhordas de toda uma situação. A grande maioria de vocês que estão lendo este comentário são corretores atuando por uma determinada empresa e podem constatar o que estou dizendo. Ao contrário do que todos dizem dos Peefeiros, eu sinceramente acho-os uns verdadeiros heróis, não incentivo a ninguém, porque quando um corretor resolve realmente fazer um PF ele tem que ir do início ao fim, digo realmente fazer um PF e não uma sujeira, e todos nós sabemos o quanto é trabalhoso o pós venda, que pra mim é tão importante quanto a venda propriamente dita, porque dá trabalho. Eu considero o corretor que realmente sabe fazer um PF um excelente profissional pois tem talento, conhecimento de tudo com respeito a venda de imóveis. Quando o EMPRESÁRIO descobre que tomou um PF ele fica P da vida não sabe perder e se esquece que por conta de 1 PF ele já levou diversos, dezenas de PD’s , e dispensa o corretor pois é a única arma que ele dispõe para não ficar mal com os outros corretores.
Em 2005 quando resolvi voltar a trabalhar no mercado Imobiliário, escolhi a maior empresa de minha cidade (Macaé-RJ) para trabalhar, depois de quase 4 meses sem conseguir vender nada, tirando plantões onde não passava ninguém, me desgastando financeiramente, pessoalmente e emocionalmente, resolvi pedir um vale ao Diretor da Empresa. Vocês já devem saber qual foi a resposta ????. Sinceramente saí dali decepcionado, completamente acabado. Abandonei a EMPRESA. Depois de alguns dias parado fui chamado para atuar em um loteamento fechado em que estou até hoje, para cobrir o lugar de um corretor que iria viajar por uma semana e depois retornaria. Comecei aqui trabalhando por uma verdadeira “EMPRESA” pois ela me dava todas as condições que eu precisava, digo todas sem excessão eram uma outra versão de “EMPRESARIO”, e só me conheciam através de telefone. Lamentei muito quando esta empresa foi embora de minha Cidade pois por questões políticas tiveram que encerrar o contrato com a construtora e eu perder a única chance de renda, fui obrigado a abandonar o Loteamento. Passados 35 dias, eu estando trabalhando em um outro loteamento recebi a ligação do outro Incorporador ao qual trabalhava e ele falou-me que queria que eu voltasse, impus as minhas condições e voltei. Assumi e fiz com que o foi de um fracasso se transformasse num dos maiores sucessos em vendas aqui.
Depois disto, eu hoje consigo realmente enxergar o porque do PF. O Peefeiro é apenas uma ponta de um Iceberg, ele é simplesmente um efeito, um reflexo da sujeira que fizeram com ele, talvez um chefe de família um ser humano que precisa ganhar o sustento de sua família. Não temos que extinguir do mapa os Peefeiros e sim os PF’s ou seja não devemos deixar que o corretor chegue nessa condição de ter que fazer um PF. Pois quem não tem competência não se estabelece.
Depois de escrever tudo isto, pode até parecer para os leitores que eu fui o maior “PEEFEIRO” pelo contrario, sempre busquei outros caminhos, antes de acreditar na ética sempre acreditei e acredito em “Deus” e isso pra mim só basta.
[/justify] Pense em um assunto o qual por mais asas que se der a imaginação, se torna sempre impossível definir ou chegar a um ponto ou nível de solução. Ao PF ou para o PF, se da ou se procura condenar ou justificar a sua causa ou causas.
Para muitos é a falta de caráter e ética do profissional, para outros tantos, são os maus tratos e a má qualidade e condições impostas aos mesmos profissionais à causadora do efeito, entendendo o efeito, como sendo o famigerado PF.
Ora, como eu devem existir tantos outros colegas que entendem o assunto ou enxergam o PF por outro prisma, ou seja:
PF é roubo, e desta forma é inaceitável quando praticado por um colega que se diz um profissional da corretagem.
Os motivos pelos quais alguns tentam justificar tal fato, alegando a má ou baixa qualidade dos empresários do setor de forma nenhuma em minha opinião justificam esse expediente.
Na qualidade de Profissionais Liberais que somos, cada um tem o livre entendimento e conhecimento das condições impostas pelos grandes escritórios e as péssimas condições de remuneração por elas impostas, desta forma, o profissional que se submete a plantões de 40, 50 até 80 corretores, desenvolver seu trabalho em troca de um comissionamento de 0,8 a 1,2%, em tese não teriam o que reclamar e muito menos justificar o ato do PF, por outro lado, esses empresários da mesma forma não poderiam ou deveriam ficar indignados quando se deparasse com os mesmos fatos e é simples concluir resumindo a presente relação como sendo algo parecido com: O mais fraco sofrendo na carne, o poder do mais forte. Isso não justifica coisa nenhuma em se tratando de PF, e sim uma opção e falta de caráter de cada, seja ele corrupto ou corruptor.
Uma verdade, o que seria desses grandes escritórios imobiliários, os quais, detém uma infinidade de opções, se não contassem com a força produtiva dos profissionais da corretagem. Será que cabe uma reflexão? Será uma utopia, imaginar uma categoria lutando por melhores condições de trabalho, um comissionamento mais justo, um melhor comando nos conselhos, uma categoria que tem condições de ser tão forte e presente como é a de corretores de imóveis, hoje somando mais de 200 mil espalhados pelo Brasil.
Oi meu amigo Saulo (se é que posso chamar assim), boa noite gostei da sua nota, posso considerar que foi uma nota de uma pessoa inteligente, pois conseguiu enchergar que todos nós conseguimos ver uma situação sobre um prisma diferente e de forma respeitosa. Não que eu queira ser uma pessoa polêmica mas já que levantei fica aí a polêmica, respeitosamente, um grande abraço. Marcos Silva
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