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lelure
Mestre14 de maio de 2008 às 01:33Número de postagens: 1735Modernização da fachada tem retorno certo: imóvel pode subir até 20%Retrofit de fachada implica modernização, o que significa alterar as características originais do acabamento do prédio. Portanto, esta é uma obra maior que a de manutenção e também mais cara. Conforme Rafael Nasser e Silva, diretor da empresa Engefix, especializada no serviço, enquanto a manutenção fica em torno de R$ 100 mil, o retrofit ultrapassa os R$ 500 mil e pode chegar até a R$ 1 milhão.
Segundo o executivo, o investimento é alto, mas o retorno é certo. “O objetivo principal deste tipo de obra acaba sendo a valorização. As pessoas têm nos falado que gira em torno de 15% a 20%.”
Como toda obra realizada na fachada de um condomínio, o retrofit necessita ter aprovação dos proprietários em assembléia. Porém, o número de votos necessários é maior do que no caso de manutenção. “Quando a obra é de recomposição da fachada, por estar danificada ou suja, sem alterar aspectos arquitetônicos, é chamada de ‘obra necessária’ e pode ser aprovada com a maioria simples dos condôminos presentes na assembléia sem necessidade de quórum especial”, explica o presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (Aabic), José Roberto Graiche.
No entanto, quando a obra vai alterar as características da fachada, a legislação pede a unanimidade dos presentes. “Entretanto, nossos tribunais têm dado ganho de causa aos condomínios que alteram fachada com autorização de dois terços dos condôminos”, afirma.
Mas para Hubert Gebara, vice-presidente de Administração de Condomínios do Sindicato das Empresas de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), para que o edifício obtenha uma valorização maior, além do retrofit na fachada, é importante não esquecer dos demais aspectos estruturais do condomínio.
“Não adianta reformar a fachada e deixar elevadores velhos, vazamentos, etc”, alerta. Segundo ele, é imprescindível rever de tempos em tempos as instalações hidráulicas e elétricas. Com essas mudanças, ressalta ele, a valorização pode chegar até 30%. “Isso se for bem escolhida a reforma”, ressalta.
Fundo Preventivo
Para que este tipo de despesa não pese tanto no bolso dos proprietários e possa ser feita regularmente, Gebara recomenda que se crie um um fundo específico para obras futuras. “Seria um tipo de seguro do prédio, que pode ser depositado mensalmente em conta separada”, diz. Esta é uma prática que já ocorre nos Estados Unidos. “Após dois ou três anos, se quiser reformar, tem dinheiro.”
Fonte: O Estado de S. Paulo
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