Fórum Balcão de Negócios Fique por dentro! Construção civil quer vender 2.200 imóveis

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      [justify]O número de imóveis comercializados no Ceará deve chegar a mais de 2.200 até dezembro, o que representa um crescimento de quase 27% em relação ao ano passado. Os números locais acompanham o bom momento pelo qual passa a construção civil no País, que está registrando recordes de crescimento

      Juros em queda, prazos maiores, competição entre instituições financeiras que oferecem crédito para a habitação. Por causa de fatores positivos como esses, o mercado de construção civil está em ritmo acelerado de crescimento. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de operações contratadas em setembro no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos das cadernetas de poupança, atingiu R$ 1,85 bilhão, elevando para R$ 12,18 bilhões o valor acumulado de janeiro a setembro de 2007.

      Além de representar um novo recorde de contratações num único mês, segundo a entidade, o volume superou em 136,89% o valor de setembro de 2006. Nos últimos doze meses, (ainda considerando até setembro de 2007), o volume chegou a R$ 14,79 bilhões, um crescimento de 78,2% em relação aos doze meses anteriores. No acumulado do ano, o total de unidades financiadas chegou a 135.363, 64,99% a mais que o mesmo período do ano passado.

      De acordo com o Sindicato da Indústria de Construção Civil do Ceará (Sinduscon), a situação no Estado acompanha o cenário nacional. Enquanto no período de janeiro a agosto de 2006 foram comercializadas 1.763 unidades, o número já chega a 1.491 no mesmo período deste ano. A expectativa é que, até dezembro, o setor chegue a um total de 2.237 imóveis vendidos – crescimento de quase 27%.

      José Carlos Gama, vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon, um dos principais fatores para o aumento nas vendas é a participação dos bancos privados no financiamento habitacional. “Isso fez com que muitas famílias voltassem a procurar um imóvel”, opina. Ele acrescenta que, atualmente, das unidades até R$ 80 mil, cerca de 70% são financiadas pelos bancos e apenas os 30% restantes ficam com as construtoras. Além disso, as taxas têm sido bem mais acessíveis. Segundo o representante do Sinduscon, quando apenas a Caixa Econômica Federal fazia os financiamentos, a taxa anual era em torno de 12%. “Com a concorrência, já tem banco oferecendo 10%”, diz.

      Outra conseqüência positiva do bom momento do setor, na avaliação de José Carlos, é que, com um volume maior de obras, as construtoras estão conseguindo reduzir custos e isso deve se refletir nos preços. “A tendência é de queda ou pelo menos estabilização dos preços”, afirma. Ele cita como exemplo o metro quadrado da Aldeota, um dos mais valorizados da cidade. “Hoje, ele custa entre R$ 2.800 e R$ 3 mil. E deve continuar próximo disso”, acredita.

      De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, que ainda é o principal agente financeiro para a habitação no País, o volume aplicado com recursos do FGTS e da poupança no Estado foi de aproximadamente R$ 210 milhões no ano passado. A expectativa é de aumento de 10% nesse valor, para 2007. Flávio Jucá, gerente de desenvolvimento urbano da instituição, acrescenta que, no ano que vem, também serão usados recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O valor destinado ao Ceará, no entanto, ainda não definido, segundo ele.

      E-MAIS

      – Em setembro, o volume de operações contratadas pelos agentes financeiros atuantes no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiu R$ 1,85 bilhão, elevando para R$ 12,18 bilhões o valor acumulado do ano

      – Os bairros de Aldeota e Meireles continuam sendo os mais procurados para a construção de novos imóveis. Mas por causa da escassez de terrenos e dos preços mais altos do metro quadrado, o setor está investindo em regiões como Bairro de Fátima, Edson Queiroz, Cocó, Passaré e Messejana.

      – Mais de 80% do déficit habitacional está concentrado em famílias com renda até cinco salários mínimos.

      – Segundo a Caixa Econômica, até a segunda quinzena de setembro desse ano, foram aplicados, no Ceará (com recursos da poupança e do FGTS), cerca de R$ 130 milhões em habitação, atendendo aproximadamente oito mil famílias e gerando mais de 15 mil empregos.[/justify]

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