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      Revista IstoÉ Dinheiro

      POR MÁRCIO KROEHN

      DE FORTALEZA

      [justify]Grupos como Meliá e Iberostar lideram onda bilionária de investimentos em praias de toda a região e provocam uma valorização inédita de terrenos

      Depois do voluntarismo de um punhado de expatriados alemães e franceses que plantaram as sementes do empreendedorismo turístico na Bahia e de uma segunda onda de investimentos trazidos por grupos hoteleiros portugueses, como o Pestana, começa agora a tomar corpo um autêntico boom imobiliário no Nordeste, movido a capital estrangeiro. Os investimentos são calculados em bilhões de dólares, a valorização de terrenos antes vendidos a preço de banana é inédita e as estimativas de retorno chegam a 10 vezes o capital investido em menos de cinco anos. Pequenos, médios e grandes investidores chegam atraídos por 3,2 mil quilômetros de praia comercialmente inexplorados e desenham um novo mapa imobiliário-turístico na região. Como largou duas décadas na frente e investiu em infra-estrutura, a Bahia lidera o movimento, com projetos que devem atingir a cifra de R$ 9 bilhões até 2010. A novidade é que Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte entraram para valer na disputa pelo capital desses empreendedores europeus de terceira geração. Na contabilidade do governo cearense, só os investimentos no Estado devem chegar a R$ 2,5 bilhões nos próximos anos. Maranhão, Piauí, Paraíba, Alagoas e Sergipe vêm logo atrás, conquistando novos negócios.

      Os protagonistas desta onda de investimentos são pesos pesados da hotelaria ibero-americana como Iberostar, Meliá, Don Pedro Hotéis, Vila Galé e Dorisol. É briga de cachorro grande, com lances como o do grupo imobiliário espanhol Trusan, que recentemente vendeu o Eco Resort Praia do Forte, na Bahia, para o Banco Espírito Santo e agora anuncia que planeja investir US$ 1,2 bilhão até 2015 no litoral baiano. Há também megaconsórcios multinacionais, como o formado em torno do cearense Catu Residence Yacht & Spa, empreendimento que conta com capital norueguês, português e brasileiro. Compartilhando infra-estrutura com o Aquiraz Golf & Beach, na praia de Marambaia, o projeto prevê a construção de marinas exclusivas na Lagoa do Catu. “O diferencial aqui é receber bem o golfista e o praticante de esportes náuticos”, diz José Nasser Hissa, arquiteto responsável pelo empreendimento. A presença de campos de golfe, por sinal, é traço comum à maioria absoluta desses novos resorts. “O golfe e a pesca em alto mar trazem os turistas qualificados. E quem gasta mais vem com a família, o que inibe o turismo sexual”, acredita Hissa. Não por acaso, outro empreendimento de ponta no Ceará, o Cumbuco Golf & Resort, aposta em um belo green de 27 buracos como âncora de um projeto de R$ 470 milhões.

      Para investidores como esses, o Brasil é apenas uma entre muitas economias emergentes que lutam para tirar proveito da abundância de recursos internacionais para investimento e do esgotamento das oportunidades na Europa. Marrocos, México, Caribe e Tailândia são adversários diretos, com mais tradição no circuito turístico internacional. O Nordeste, porém, começa a apresentar seus trunfos. Os principais aeroportos se estruturaram para receber vôos internacionais, e o aumento do número de linhas aéreas e charters ligando, por exemplo, Lisboa a Recife é um dos fatores por trás do aumento do interesse dos europeus pela região. E da conseqüente valorização dos terrenos. Há não mais que três anos, terrenos privilegiados à beira-mar eram vendidos a preços pouco mais que simbólicos: coisa da ordem de um dólar por metro quadrado. Hoje, pelo menos nas regiões mais procuradas, o metro quadrado subiu para a casa dos 30 dólares. O preço naturalmente é melhor em grandes terrenos apropriados para a construção de complexos hoteleiros e imobiliários. Em uma área bem desenvolvida como a da Praia do Forte, uma área de 100 hectares custa, em média, US$ 25 milhões. Em Itacaré, também na Bahia, o valor cai para US$ 15 milhões. Em regiões em desenvolvimento, como a Paraíba, os mesmos 100 hectares custam entre US$ 2 milhões e US$ 5 milhões.

      R$ 2,5 bilhões é o total esperado de investimentos no Ceará nos próximos anos[/justify]

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