Fórum Balcão de Negócios Fique por dentro! Bancos ampliam prazo do financiamento de imóveis

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      [justify]A Caixa Econômica Federal ampliou recentemente o prazo das linhas de financiamento imobiliário para 30 anos. Pouco antes, Bradesco e Itaú haviam aumentado o tempo para quitar a dívida para 25 anos.

      A mudança nas condições de crédito facilitam o acesso às famílias de renda mais baixa, pois reduzem o preço das prestações. Porém, especialistas recomendam que as pessoas evitem os prazos muito longos, pois os gastos totais podem crescer quase 40%.

      O matemático financeiro José Dutra Sobrinho argumenta que a ampliação do tempo pelos bancos pode provocar uma sensação ilusória aos consumidores: segundo ele, as pessoas não percebem que a prestação mensal reduzida não representa nenhuma economia ao fim dos 30 anos.

      Pelos cálculos dele, um mutuário que financiar R$ 150 mil, com juros a 11% e no prazo máximo permitido pela Caixa Econômica terá de arcar com parcelas de R$ 1.370 ao mês. Se o mesmo valor fosse dividido em 20 anos, as prestações seriam de R$ 1.495,76, ou seja, 8,4% mais caras. Contudo, o custo final do imóvel seria bem mais alto para quem optasse pelo financiamento mais longo. “Neste exemplo, o consumidor que financiar o imóvel em 20 anos gastará R$ 358.982,40 no fim do prazo. Em 30 anos, o custo subiria para R$ 493.232,40. Isso dá 37,4% a mais”, calcula.

      De qualquer forma, a ampliação do prazo pode ser bastante proveitosa para quem está interessado em adquirir imóveis residenciais. O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, vê a medida das instituições financeiras de forma bastante positiva. Para ele, o aumento do tempo para acertar a dívida vai possibilitar que mais pessoas comprem a casa própria financiada com recursos do banco, além de estimular a concorrência entre as empresas do setor.

      Em julho, o Bradesco anunciou o aumento do prazo para 25anos, no caso das aquisições de imóveis novos e usados de até R$ 350 mil, dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), ou superior a esse valor na Carteira Hipotecária. Essas linhas de crédito têm taxas de juros de 12,5% ao ano (SFH) ou 11,5% acrescido da variação da Taxa Referencial (TR). O Itaú também mudou suas condições para o crédito.

      Miguel de Oliveira aconselha as pessoas a deixarem para adquirir o imóvel no próximo ano, pois os porcentuais sofrerão reduções por conta de disputa entre os agentes financeiros e, além disso, outros bancos devem estender o prazo dos financiamentos. “O aumento do tempo e a queda dos juros acompanham o que ocorre no mercado imobiliário internacional, como nos Estados Unidos. Essas mudanças tendem a beneficiar cada vez mais consumidores.” De qualquer forma, ele concorda com Dutra Sobrinho: as pessoas devem fazer os cálculos antes de assinar o contrato de financiamento para saber exatamente quanto vão gastar com a operação. Para isso, o ideal é fazer simulações nos próprios bancos.[/justify]

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