Visualizando 3 posts - 1 até 3 (de 3 do total)
  • Autor
    Posts
  • jruiz
    Mestre
      Número de postagens: 1737

      [justify]Apesar de nosso país possuir uma das maiores reservas de bambu, a técnica construtiva que utiliza essa espécie vegetal ainda é muito pouco explorada no Brasil, embora comecem a surgir empresas que estão utilizando este material como matéria-prima para construção de residências.

      Conhecido por sua resistência, o produto chega a baratear uma obra em 50%, além de se enquadrar no contexto de desenvolvimento sustentável, por resultar em uma habitação ecologicamente correta.

      A utilização do bambu remonta, segundo especialistas, à origem da espécie, quando, na luta pela sobrevivência, saiu das estepes para instalar-se em cavernas, onde o ambiente era mais controlado. Quando faltou espaço, passou a utilizar materiais da natureza para construir seus abrigos, dentre estes o bambu, que é tubular, longo, resistente, flexível, fácil de transportar e manusear, além de ser mais leve que a maioria dos outros materiais fortes.

      Os exemplos mais antigos da utilização do bambu na arquitetura encontram-se na Ásia, na construção de templos japoneses, chineses e indianos, cujo símbolo maior é o Taj Mahal, que teve sua abóbada em metal estruturada recentemente, que substitui a estrutura milenar em bambu.

      Na China, encontram-se espetaculares construções de potes, com vãos enormes tencionados com cordas de bambu, enquanto na África existem muitas habitações populares também utilizando este material.

      Enquanto na Índia e na China os produtos manufaturados em bambu movimentam US$ 7 bilhões, na América do Sul já possui um movimento neste sentido, especialmente na Colômbia e Equador, que adotaram o bambu na construção de casas populares, que sobreviveram a terremotos sem grandes danos.

      Um exemplo no Brasil são as igrejas históricas, que resistem a centena de anos, muito embora seja um material desprestigiado devido à questões culturais, por ter uma relação próxima com o combate ao barbeiro, transmissor da doença de Chagas, cujas casas de pau-a-pique, edificadas precariamente, fizeram com que a técnica fosse abandonada.

      Por aqui a utilização do bambu está iniciando, sendo utilizada precariamente em cervas e galinheiros, embora o tempo de construção de uma casa seja 50% menor que a convencional, possuindo longitudinalmente a resistência do aço.

      Sendo devidamente tratado, possui resistência igual à qualquer outra madeira, sendo isolante térmico e pode entrar na armação das lajes dos edifícios, e, quando aplicado em paredes, combina com argamassas de diversos tipos.

      Os defensores do uso do bambu na construção defendem a questão econômica como o grande diferencial, por apresentar um custo por metro quadrado da obra acabada cerca de 50% do custo convencional da construção civil, obtida em cerca de 3 mil metros quadrados desde 1999, além de garantirem ser tão resistentes quanto as construções em alvenaria.[/justify]

      Fonte: “precisaoconsultoria.com.br/”>precisaoconsultoria.com.br/[/url]

      JRuiz Admin
      Mestre
        Número de postagens: 1737

        Acho muito legal pesquisar todas as possibilidades de barateamento da construção. Porém é forçoso entender que o verdadeiro “xis” da questão habitacional brasileira está na feroz especulação (muito íntima de ladinos vereadores e burgomestres), que eleva os custos do solo e da básica infra-estrutura, fatores que seguem exilando o cidadão comum para sítios cada vez mais distantes do núcleo urbano (guetos-dormitório).

        Sem abranger este enfoque, corremos o risco de figurar como deslocados e delirantes “guevaras de choparia”.

        JRuiz Admin
        Mestre
          Número de postagens: 1737

          Sem dúvida.

          Mas é preciso dar dois enfoques a esta questão: um político (ou humanitário) e outro essencialmente capitalista.

          Sob o ponto de vista político (ou humanitário), temos uma enorme dívida habitacional, e o que deveria ser um padrão para todos é motivo de gloriosa conquista ao longo de toda uma vida para alguns, que é a casa própria. Necessita de reforma urbana, rural, investimentos em infra-estrutura no interior do país e muito financiamento (já se faz alguma coisa: pelo menos mais do que em outros tempos).

          Sob o ponto de vista capitalista, não temos uma feroz especulação (ainda): muito pelo contrário. Em tempos de economia globalizada, muitos estrangeiros saem de seus países de origem para investir em imóveis no Brasil “a preço de banana”. Por incrível que pareça…

          Com o valor obtido da venda de um compacto na França, o cidadão compra uma mansão de frente para o mar no Ceará, e ainda sobra troco… O maior fluxo destes estrangeiros ultimamente está começando a nos ensinar o que é especulação feroz, porque eles sim, chegam aqui, compram por 10 e vendem por 100.

          É claro que em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro a lógica não é exatamente esta, embora ainda estejam muito aquém de cidades parecidas na Europa e EUA.

          O fato é que pagamos o mesmo preço do petróleo que o resto do mundo. O mesmo acontece com o açúcar, carne, soja e uma série de outros produtos com preços globalizados. O mesmo vai acontecer com os imóveis…

          :roll:

        Visualizando 3 posts - 1 até 3 (de 3 do total)
        • Você deve fazer login para responder a este tópico.