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Viabilizar em pouco tempo a realização do sonho da casa própria de forma simples, livre de juros e de burocracia. Este é o desejo da maioria dos brasileiros e o principal objetivo da Associação Frutos da Terra Brasil (AFTB), uma OSCIP que nasceu com a proposta de reduzir o déficit habitacional no Brasil. Hoje, com menos de 30 meses de funcionamento, já comemora importantes conquistas, como cerca de R$ 4 milhões já distribuídos em cartas de crédito e a recente participação na ABEDV – Associação Brasileira de Vendas Diretas. E para que tudo fosse possível, Carlos Alberto Rottermund, presidente da entidade, idealizou o SAC – Sistema Alternativo de Crédito e, com ele, o PGRE – Programa de Geração de Renda.
O jornal Loucos por Marketing foi entender como funciona esse programa e quais os benefícios que ele pode trazer. Confira.
Loucos por Marketing – O que é a AFTB?
Carlos Rottermund – A AFTB é um grande movimento de mobilização social. Imagine um movimento onde, para defender uma causa, a população outorga seu apoio mediante um “abaixo-assinado”. Imagine este movimento com o respaldo de milhares de famílias. Agora imagine se, além de outorgar seu apoio, cada família também desembolsa uma determina quantia, mensalmente, para conceder ainda força a este movimento. Este movimento adquire tamanha força que passa a conquistar o apoio de empresários, que também passam a apoiar o movimento financeiramente. Neste ponto, a união entre sociedade civil e empresários já dá a este movimento representatividade política.
Esta é a AFTB. Uma causa como a eliminação do déficit habitacional não é tarefa para uma só pessoa, nem uma só entidade e nem mesmo para um só setor de nossa sociedade. A AFTB buscou a mobilização da sociedade civil, dos empresários e dos 3 níveis de governos para, juntos, trabalharmos em um programa estruturado e economicamente sustentável. Eu traduzo as ações da AFTB como: “Aplicação do conhecimento humano para a melhora de nossa qualidade de vida”.
LM – Se este programa é viável, porque o governo não fez isto antes?
CR – O governo trabalha em cima de recursos captados por meio dos impostos e precisa seguir uma enorme carga de formalidades políticas para implementar ações. A AFTB, como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) tem muito mais agilidade e, principalmente, a faculdade de gerir todos os recursos que tiver a capacidade de arrecadar.
É claro que não podemos fazer milagres, nem mesmo ultrapassar os limites da legalidade, mas podemos transformar recursos privados em públicos e podemos mobilizar o setor informal, que está fora do alcance governamental. Também nos valemos de diversas legislações já aprovadas que fazem previsão para que uma OSCIP venha a receber recursos de empresas e firmar termos de parceria com o setor público. Tudo a seu tempo, vamos utilizar de todos os recursos que temos em mãos para antecipar nossas metas.
LM – O que é o SAC?
CR – É um programa social gerido pela AFTB. A cerca de 8 anos, quando eu trabalhava como incorporador imobiliário, organizei uma pesquisa com o objetivo de melhor visualizar o mercado, em especial qual era o público que tinha renda, mas não conseguia o acesso à casa própria. Identificamos um grande incremento na renda das classes C D e E, mas Zero destes recursos estava sendo direcionado para habitação, pela falta de um mecanismo capaz de absorver estes recursos muito pulverizados. Com os resultados detalhados desta pesquisa, desenhamos um plano de ação que foi para apreciação de líderes comunitários, empresários e representantes de governos. Após muitas reuniões, análises e aperfeiçoamentos, chegamos ao modelo do SAC – Sistema Alternativo de Crédito.
Posso dizer que o SAC surgiu de uma ampla discussão com a participação de todos os elementos econômicos de nossa sociedade. Justamente por isto hoje ouvimos dizer: “Parece que foi feito sob medida”. E de fato o foi!
LM – E como funciona esse sistema?
CR – O SAC é a parte mais visível da AFTB justamente porque viabiliza o acesso à casa própria por meio de um crédito de longo prazo (30 anos) e totalmente isento de juros. Por meio do SAC é possível financiar 100% do valor do imóvel, incluir os custos de documentação e escritura no próprio financiamento e sem nenhuma burocracia. Utilizamos ferramentas já testadas e aprovadas em diversos programas sociais antes de implementá-las no SAC, com isto conseguimos determinar com precisão quem está apto a receber e honrar por um crédito, sem a necessidade de comprovação de renda ou consulta aos órgãos de proteção de crédito.
LM – Como é possível um financiamento sem juros?
CR – Primeiro precisamos considerar que, quando usamos um recurso público para atender a um direito constitucional, este recurso deveria chegar ao cidadão gratuitamente (sistemas assistencialistas) ou isento de juros (fornecer o meio). Defendemos que não cabe a aplicação de encargos financeiros em cima de recursos que são da população, captados da própria sociedade por meio de impostos, quando aplicados para atender a direitos constitucionais.
Mas é importante salientar ainda que o modelo de consórcio é também um sistema de crédito que permite o acesso a um financiamento sem juros.
Vejamos na tabela abaixo um comparativo entre o SAC da AFTB e o sistema de consórcios:
Consórcios
SAC da AFTB
Gerido por
Empresa privada
Organização social
Tributação
Paga impostos
Imune tributariamente
Finalidade econômica
Gerar lucro privado
Gerar resultados para a sociedade
O que fornece
A Casa
O Acesso ao Crédito
O Grupo é
Um produto econômico
Um movimento social
Quem oferece os recursos
Os inscritos no grupo
Os inscritos no movimento
As empresas
Os governos
Quem se beneficia dos recursos
Os inscritos no grupo e
A empresa (retirada do lucro)
Os inscritos na AFTB
Um associado que pagar 30 meses, pontualmente, tem direito a um crédito de mil vezes o valor da sua Contribuição Associativa. Neste caso, o cidadão terá pago apenas 3% do valor do imóvel.
LM – E de onde vem o restante do dinheiro?
CR – Continuando com o paralelo do grupo de consórcio, quem for contemplado na primeira parcela, terá pago menos de 1% do valor do imóvel, o restante do recurso vem do grupo.
No caso do SAC da AFTB, como um movimento social, o grupo é aberto e também tem a propriedade de receber recursos de empresas e governos.
LM – O que significa dizer que a AFTB não dá a casa, mas sim o acesso ao crédito?
CR – Vamos considerar que você pretende trocar de carro e o gerente de seu banco lhe venda um seguro ou uma previdência privada para aprovar seu crédito. Este foi o preço que você pagou para ter acesso ao crédito. Na AFTB trabalhamos com um crédito muito precioso, o crédito sem juros. Nossos associados precisam cumprir com algumas regras para ter acesso a este crédito. O preço que cobramos é a mobilização social, é o trabalho voluntário, é a adesão como associado. Nós nos utilizamos deste produto muito precioso (o crédito sem juros) para ensinar cidadania.
LM – Em 2009 foi implantado o Programa Geração de Renda (PGRE). O que o levou a criar esse programa dentro da AFTB?
CR – O PGRE amplia as ações de MMN anteriormente implementadas dentro da AFTB.
Inicialmente, utilizávamos o MMN apenas como forma de antecipação das carta de crédito, pelo sistema de mérito. Ou seja, o associado que se mobilizasse pela organização, oferecendo seu trabalho voluntário, acumularia pontos para si a para seus UpLines. Com a implementação do PGRE conseguimos dar mais um passo no uso desta ferramenta fenomenal ferramenta de marketing, que é o MMN.
LM – Como funciona o Programa?
CR – O PGRE remunera financeiramente os associados que nos ajudam a trazer recursos ao fundo que gera as cartas de crédito, seja por intermédio de contribuições Associativas ou por intermédio de cotas de patrocínio de empresas.
LM – E quais os rendimentos que os associados podem alcançar?
CR – O rendimento do associado está diretamente atrelado ao seu empenho junto a nossa organização. O interessante no MMN da AFTB é que não há necessidade de refazer as vendas do mês anterior. Na AFTB, para cada captação de novo associado, o profissional ligado ao PGRE recebe bonificações durante os próximos 30 anos, ou seja, enquanto houver vínculo deste com a AFTB.
LM – Depois do Programa de Geração de Renda, já houve o primeiro associado a receber sua carta de crédito em 6 meses, o grande líder Sergio Arrejoria. A exemplo do Sérgio, como os grandes líderes do Marketing Multinível no Brasil podem usufruir deste novo benefício para adquirir seu imóvel próprio?
CR – Para um profissional de MNM é muito fácil receber a carta de crédito em um período muito curto. Este é apenas um dos diferencias de nossa organização.
LM – Depois do Programa de Geração de Renda, a AFTB deu um salto de 2500 associados para mais de 20.000 associados em menos de 5 meses, um crescimento de mais de 800%. A que fatores você atribui esse sucesso?
CR – Nossa organização tem um ritmo de crescimento de 35% ao mês. Provavelmente manteremos este ritmo pelos próximos anos. O sucesso da AFTB é o resultado da aplicação de muita técnica e conhecimento humano pelo social.
LM – Qual a expectativa de crescimento deste programa (ou em número de associados) até o final de 2009?
CR – Nossa meta é de atingir 50.000 famílias inscritas no SAC até o final deste ano. Com este número iniciam-se as ações com o Governo Federal. Com esta meta concretizada, 2010 será um grande ano para a AFTB.
LM – Quais são os projetos da AFTB para os próximos meses?
CR – hoje estamos muito focados na implementação do programa de captação de recursos. Estamos também concluindo a formatação de nosso sistema de franquias. Em paralelo a estas ações, nosso foco é sempre muita capacitação e treinamento para nossos associados.
LM – Últimas palavras para os leitores do jornal.
CR – O Marketing de Relacionamento é uma ferramenta fantástica e acertamos quando a selecionamos para ser nosso principal meio de comunicação. Por isto, convido vocês leitores, profissionais de marketing de relacionamento, para conhecer nossa organização. Semanalmente acontecem apresentações gratuitas em nossa sede em São Paulo (Av. Fagundes Filho, 145 – auditório, às quintas-feiras, a partir das 20h) ou diariamente nas salas online – “aftbrasil.com.br/treinamento.html”>aftbrasil.com.br/treinamento.html. Convido-os também para participar e colaborar neste movimento social que começa a ser reconhecido internacionalmente como um movimento capaz de gerar mudanças sistêmicas. Com a colaboração dos leitores estaremos potencializando as mudanças sistêmicas que nossa sociedade precisa e merece.
